Diversidade nas empresas

A diversidade no mundo corporativo é vista muitas vezes como algo que não deve ser citado e nem discutido, mas a crescente desse assunto está cada vez maior. Muitas empresas entendem que promover ambientes de trabalho com mais espaço para pessoas de diferentes culturas e ideias é o caminho para o sucesso.

Temas como esse, acessibilidade, empoderamento, feminismo e preconceito se tornaram frequentes na vida pessoal e profissional das pessoas. Assim, organizações com condutas que agem de maneira inadequada frente a essas questões rapidamente viram assunto e têm sua imagem prejudicada.

Em sociologia, diversidade cultural diz respeito à existência de uma grande variedade de culturas. Refere-se à inclusão de diferentes perspectivas culturais em uma organização ou sociedade. A diversidade nesse caso pode ser entendida como um grupo de pessoas com raça, etnia, experiências, gênero e visões de mundo diferentes e isso abre portas para uma discussão sobre a riqueza e o compartilhamento dessas individualidades dentro de uma empresa.

As empresas têm um papel importante na mudança estrutural para um ambiente de trabalho diversificado: é nossa responsabilidade gerar ações que transformam a sociedade. Contratar pessoas diferentes vai além de resultados, essa perspectiva traz impactos reais e muito positivos.

E como fazer isso?

Sem agir com segundas intenções, a empresa precisa focar num quadro de colaboradores que sofrem ou sofreram algum tipo de rejeição social, por preconceito ou racismo, por exemplo.

Quando falamos de diversidade, precisamos representar todos os grupos ali. Então, se a sua empresa deseja ser vista como aberta a diversidade, deve abrir vagas para TODAS as pessoas, com qualquer origem ou característica. Não é escolher uma minoria para isso.

Trabalhar o multiculturalismo não é só priorizar certos grupos, mas considerar que todos podem exercer aquela função se estiverem preparados para isso.

E por que é importante?

Oportunidade é o primeiro ponto. Ainda num país cheio de preconceitos, empresas que se abram a essa oportunidade podem oferecer a solução para alguém.

A promoção da diversidade também motiva, dá uma aceitação diferente e mostra que a cultura que a empresa prega, é feita.

Não é só questão de cor ou orientação sexual, mas religião, deficiência e gênero também são muito abordados. Além de tudo isso, a empresa gera admiração das pessoas, tanto por quem trabalha lá, quanto quem está empenhado em se candidatar e até os clientes.

Quando o funcionário é aceito não só pelo que ele faz, mas também pelo que ele é, a chance de reter esse talento é muito grande. Ele não é só um número, ele não é só aceito. Ele é respeitado e valorizado.

A diversidade também diminui riscos, mostrando que uma empresa alinhada raramente cai na mídia de forma negativa. Numa época de redes sociais tão usadas, qualquer tipo de omissão e preconceito é visto e falado.

A diversidade também diminui o turnover. Não é só para quem ainda vai entrar, mas o espaço que já existe torna-se mais inclusivo, possibilitando que mais pessoas se enxerguem representadas em sua organização. Isso é fundamental para a diminuição da sua taxa de pedidos de demissão e desmotivação.

Alinhada com a cultura dessa empresa, a diversidade deve ser preocupação de todos que trabalham ali. Esse funcionário deve desempenhar sua função com maestria, independente do que gosta, como pensa, qual o seu gênero ou melhor habilidade. O ambiente deve ser aberto e respeitoso. Não adianta contratar e no fim do dia não ter a aceitação dos colegas de trabalho.

Um diálogo entre todos das equipes, líderes e gestores é capaz de transformar pensamentos e questionar os valores da empresa também é uma forma de garantir diversidade.

Num processo se recrutamento, como garantir que isso esteja alinhado?

Um programa de inclusão é uma série de diretrizes que precisam ser seguidas não pelo RH, mas também pelos demais gestores. O foco é estabelecer normas para melhorar a inclusão no processo seletivo e demais ações dentro da empresa.

Esse é o tipo de discussão que não pode ficar apenas na conversa, deve ter ações efetivas e que incentivem a diversidade em todos os processos. Isso documentado, fica fácil de ser seguido e cobrado.

Nesse processo, é importante se atentar aos detalhes do começo ao fim da jornada do colaborador. Não se trata apenas de eliminar os traços de discriminação. A empresa precisa aplicar ações que incentivem a inclusão.

No processo de recrutamento, a empresa pode ouvir os colaboradores que já estão na empresa para saber o que melhor compete a eles. Fazer perguntas, pedir melhorias e entender como podem abordar diferentes pessoas. Além de permitir ter o contato com ideias diversas, você também deixa claro que se preocupa com a opinião dos demais.

O trabalho deve contínuo e precisa ser sempre revisado, dando ênfase ao objetivo de ter sempre uma equipe que cresce, onde você identifica quantos profissionais do seu time se enquadram em classificações de minorias.

Como RH pode ajudar?

O recrutador tem uma parcela muito boa no processo. Ele precisa garantir que a escolha seja feita em cima da melhor pessoa e do melhor perfil.

Quando a cultura da empresa não está alinhada a diversidade, o período que esse colaborador fica é muito pequeno, pois começa a não atingir suas expectativas ou se sente acuado. Muitas vezes ele acaba não tendo a oportunidade para ser quem ele é ou precisa lidar com atitudes preconceituosas.

A diversidade começa quando a seleção de candidatos não é feita por idade, gênero ou orientação sexual, por exemplo, mas pela capacidade técnica e comportamental do candidato.

E para finalizar, existem vantagens gigantes para a empresa. Organizações que são adeptas a diversidade ganham visibilidade perante a concorrência. É nítido que as empresas que se preocupam com o bem estar dos indivíduos e mostram domínio no assuntos, tem uma taxa muito boa de retenção de talentos e são virais em redes sociais, aumentando o engajamento e o posicionamento de suas marcas.

Os colaboradores veem valor agregado em fazer parte de uma empresa com propósito, não só pelo salário que vão ganhar.

Não cabe mais as gerações atuais e futuras o cultivo de ambientes hostis. É necessário que os gestores se posicionem e abracem todas as causas, afinal, competência não tem cor, nem classe e nem gênero.

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