O ECM (Estilo de Comportamentos Motivacionais), disponível na plataforma da RHGestor by Sólides, é um instrumento de avaliação comportamental utilizado para compreender padrões de personalidade, motivação e tomada de decisão no ambiente organizacional.
O teste tem como base teórica o tradicional MBTI (Myers-Briggs Type Indicator), inspirado na teoria dos tipos psicológicos desenvolvida pelo psicólogo suíço Carl Gustav Jung, apresentada em sua obra Tipos Psicológicos (1921).
O MBTI foi posteriormente desenvolvido pelas psicólogas Isabel Briggs Myers e Katharine Cook Briggs, que buscaram aplicar esses conceitos no contexto prático das relações humanas e do trabalho. Durante o período da Segunda Guerra Mundial, elas criaram o instrumento com o objetivo de auxiliar na alocação mais assertiva de pessoas em funções compatíveis com seus perfis, especialmente mulheres ingressando no mercado de trabalho em funções técnicas e militares.
Além disso, havia uma visão mais ampla: promover o desenvolvimento individual e a valorização das diferenças humanas como forma de melhorar a convivência e a eficiência nos ambientes sociais e profissionais.
Como funciona o ECM?
O ECM é aplicado por meio de um questionário com aproximadamente 60 questões, em que o respondente indica seu grau de concordância com diferentes afirmações.
A partir das respostas, o sistema identifica preferências comportamentais, que são organizadas em quatro eixos principais. A combinação dessas preferências resulta em um dos 16 perfis psicológicos possíveis, representados por quatro letras.
Essas letras não representam “caixas fixas”, mas sim tendências naturais de comportamento, percepção e tomada de decisão.
Os 4 pares de preferência do ECM
1. Fonte de energia
Define de onde a pessoa tende a extrair energia para agir.
- Extrovertido (E): tende a se energizar com interação social, ação e estímulos externos. Geralmente é mais expressivo e rápido para agir.
- Introvertido (I): recarrega energia com introspecção, reflexão e ambientes mais reservados. Costuma pensar antes de agir.
2. Percepção
Relaciona-se à forma como a pessoa interpreta o mundo.
- Sensorial (S): foco no concreto, no prático e no que pode ser observado pelos sentidos.
- Intuitivo (N): foco em padrões, ideias, possibilidades e interpretações abstratas.
3. Tomada de decisão
Refere-se ao critério predominante na hora de decidir.
- Racional (T): decisões baseadas em lógica, análise objetiva e critérios técnicos.
- Emocional (F): decisões baseadas em valores, impacto humano e relações interpessoais.
4. Estilo de vida
Reflete a forma como a pessoa se organiza no cotidiano.
- Julgador (J): prefere estrutura, planejamento e previsibilidade.
- Perceptivo (P): valoriza flexibilidade, adaptação e abertura a mudanças.
O papel dos comportamentos motivacionais nas empresas
No contexto organizacional, o ECM não deve ser interpretado como um “rótulo de personalidade”, mas como uma ferramenta de gestão de comportamentos motivacionais.
Isso significa compreender:
- O que motiva cada colaborador a performar melhor
- Como diferentes perfis reagem a pressão, metas e mudanças
- Quais ambientes aumentam ou reduzem engajamento
- Como montar equipes mais complementares
- Como melhorar comunicação e liderança
Empresas que utilizam esse tipo de ferramenta conseguem avançar em três pontos principais:
1. Contratação mais assertiva
Permite identificar com mais precisão o alinhamento entre o perfil comportamental do candidato, as exigências da função e a cultura da empresa, reduzindo erros de contratação e aumentando a aderência desde o início.
2. Desenvolvimento de equipes
Apoia a criação de trilhas de desenvolvimento mais direcionadas, considerando as diferentes formas de aprendizado, motivação e atuação de cada perfil, tornando os treinamentos mais eficientes e personalizados.
3. Gestão de clima e desempenho
Auxilia líderes a compreenderem melhor as dinâmicas da equipe, incluindo diferentes formas de comunicação, fontes de motivação e possíveis pontos de conflito, contribuindo para um ambiente mais equilibrado e produtivo.
Os 16 tipos psicológicos do ECM
Os perfis abaixo representam tendências de comportamento, motivação e tomada de decisão. Eles não são “caixas rígidas”, mas padrões que ajudam a entender como cada pessoa tende a agir no trabalho, se comunicar e se motivar.
1. ENFJ – Protagonista
São pessoas naturalmente voltadas para liderança e desenvolvimento de outras pessoas. Costumam perceber com facilidade o potencial dos colegas e gostam de ajudar no crescimento individual e coletivo.
No ambiente de trabalho, tendem a assumir papéis de coordenação informal, criando conexão entre equipe e propósito. São comunicativos e inspiradores, mas podem ter dificuldade em dizer “não” e acabar se sobrecarregando ao tentar ajudar todos.
2. ENFP – Ativista
São movidos por ideias, possibilidades e novidades. Gostam de ambientes dinâmicos, onde possam explorar criatividade e liberdade de atuação.
Têm facilidade em engajar pessoas e gerar entusiasmo, mas podem perder o foco quando a rotina se torna repetitiva ou muito estruturada. Funcionam melhor quando têm autonomia e espaço para inovação.
3. ENTJ – Comandante
São orientados a resultados, planejamento e liderança estratégica. Têm postura firme, tomada de decisão rápida e foco em eficiência.
No ambiente corporativo, costumam assumir posições de liderança com naturalidade. São excelentes em estruturar processos e direcionar equipes, mas precisam cuidar para não serem percebidos como excessivamente rígidos ou controladores.
4. ENTP – Inovador
São pessoas intelectualmente curiosas, que gostam de debater ideias, testar possibilidades e encontrar soluções criativas para problemas complexos.
Costumam se destacar em ambientes de inovação e estratégia. No entanto, podem ter dificuldade com execução contínua, já que preferem o início dos projetos ao acompanhamento detalhado.
5. ESFJ – Consul
São focados em pessoas, harmonia e colaboração. Têm forte senso de responsabilidade social dentro do ambiente de trabalho.
Costumam ser organizados, prestativos e atentos às necessidades do grupo. São fundamentais para manter o clima organizacional saudável, mas podem ter dificuldade em lidar com críticas ou conflitos diretos.
6. ESFP – Animador
São energéticos, espontâneos e muito conectados ao momento presente. Gostam de ambientes leves, sociais e com interação constante.
Têm facilidade em engajar equipes e trazer dinamismo para o dia a dia. Por outro lado, podem ter dificuldade em planejamento de longo prazo e consistência em tarefas repetitivas.
7. ESTJ – Executivo
São estruturados, organizados e extremamente focados em eficiência e ordem. Valorizam regras, processos claros e previsibilidade.
São excelentes gestores operacionais, pois garantem que tudo funcione de forma prática e consistente. No entanto, podem resistir a mudanças rápidas ou abordagens mais flexíveis.
8. ESTP – Empresário
São práticos, rápidos e orientados à ação. Gostam de resolver problemas imediatamente e lidam bem com pressão.
Se destacam em situações de crise ou decisões rápidas. São adaptáveis e confiantes, mas podem se frustrar com processos longos ou excesso de burocracia.
9. ISTJ – Logístico
São extremamente responsáveis, organizados e comprometidos com regras e procedimentos. Valorizam estabilidade e previsibilidade.
São confiáveis e consistentes na entrega, sendo fundamentais em funções que exigem precisão. Podem ter dificuldade com mudanças inesperadas ou ambientes muito dinâmicos.
10. ISTP – Virtuoso
São analíticos, independentes e muito práticos na resolução de problemas. Gostam de entender como as coisas funcionam na prática.
Têm perfil mais reservado e preferem autonomia. São excelentes solucionadores de problemas técnicos, mas podem evitar envolvimento em questões mais emocionais ou de equipe.
11. INFJ – Advogado
São idealistas, estratégicos e guiados por propósito. Buscam impacto significativo no que fazem.
Têm visão de longo prazo e forte intuição sobre pessoas e situações. São comprometidos com causas, mas podem se frustrar em ambientes superficiais ou muito caóticos.
12. INFP – Mediador
São guiados por valores pessoais, sensibilidade e busca por significado no trabalho.
São criativos, empáticos e flexíveis. Funcionam melhor em ambientes que respeitam autenticidade, mas podem ter dificuldade em lidar com críticas diretas ou ambientes muito competitivos.
13. INTJ – Arquiteto
São estratégicos, independentes e altamente analíticos. Gostam de planejamento e estrutura de longo prazo.
Têm forte capacidade de transformar ideias em planos concretos. Podem parecer reservados ou exigentes, principalmente quando percebem falta de lógica ou organização.
14. INTP – Lógico
São altamente analíticos, curiosos e voltados à compreensão profunda de sistemas e ideias.
Gostam de resolver problemas complexos e explorar teorias. Podem ter dificuldade com execução prática contínua ou rotinas muito estruturadas.
15. ISFJ – Defensor
São cuidadosos, organizados e altamente comprometidos com pessoas e responsabilidades.
Costumam ser discretos, mas extremamente confiáveis. São essenciais para manter estabilidade e suporte no ambiente de trabalho, embora possam evitar conflitos e sobrecarga emocional.
16. ISFP – Aventureiro
São sensíveis, criativos e voltados à experiência prática e estética.
Valorizam liberdade, autenticidade e expressão pessoal. Se adaptam bem a ambientes flexíveis, mas podem evitar estruturas rígidas ou ambientes com muita pressão constante.
ECM como ferramenta de gestão de pessoas
Quando aplicado corretamente, o ECM contribui para a construção de uma cultura organizacional mais consciente, onde líderes entendem que:
- Não existe um perfil melhor ou pior
- Existem perfis diferentes para funções diferentes
- A diversidade comportamental melhora resultados
- O desempenho está ligado ao alinhamento entre pessoa, função e ambiente
Sobre a RHGestor by Sólides
A RHGestor by Sólides é uma plataforma completa de gestão de pessoas que organiza e automatiza processos de Recursos Humanos, apoiando empresas na contratação, desenvolvimento e avaliação de colaboradores ao longo de todo o ciclo organizacional.
O ECM amplia a compreensão sobre comportamento humano dentro das organizações ao traduzir preferências individuais em informações práticas para gestão de pessoas.
Mais do que um teste, ele funciona como uma ferramenta de apoio para decisões mais conscientes em recrutamento, liderança e desenvolvimento de equipes.



