O trabalhador e o Setembro Amarelo

Juntamente com a chegada de Setembro, temos o início das campanhas de prevenção ao suicídio, sendo o Setembro Amarelo o mais conhecido. E nós do RHGestor não só apoiamos a campanha, como trazemos também algumas reflexões a respeito do assunto relacionado à nossa área, a organizacional, e sua responsabilidade para com o trabalhador.


“O trabalho pode ser visto como uma atividade de produção que, por um lado, transforma o mundo e, por outro, permite que a inteligência e a criatividade humana se expressem. Além dessas duas possibilidades, reconhecidas tradicionalmente pelas ciências humanas, a psicodinâmica do trabalho se refere a uma terceira: trabalhar não é somente produzir para transformar o mundo, mas é também transformar, produzir e revelar a si próprio.” Alderson (2004)


Com base na fala de Alderson, entende-se que a saúde do trabalhador muito advém do seu trabalho. Afinal, é a partir da rotina trabalhista do indivíduo que se organiza a rotina pessoal: a hora de dormir, de comer e de lazer, por exemplo.


Para a psicodinâmica do trabalho, o trabalhador está além da mera execução de uma tarefa, pois o “trabalhar” é ação e mobilização subjetiva. Este estudo já havia sido iniciado há muito tempo, tanto que Freud em seu texto “O Mal-Estar na Civilização” já destacava a importância do trabalho para a saúde psíquica, ao entender que nenhuma outra técnica para a conduta da vida prende tanto o indivíduo à realidade quanto o trabalho, pois este lhe fornece um lugar seguro na realidade e na comunidade humana.


O emprego é muito mais do que uma fonte de renda para o sujeito, mas também serve como base para a construção de sua identidade, o que o possibilita adentrar em grupos sociais. Além disso, é dele que muito se baseia nossa auto-estima, a partir das gratificações ou frustrações nas atividades diárias. A potencialidade de um indivíduo não nasce com ele, mas é construída e evoluída junto à ele, com base em suas experiências de vida.


Desta forma, entende-se que o trabalho muito a tem a ver com as campanhas de prevenção ao suicídio. A subjetividade do sujeito não deve ser esquecida. O cuidado com os colaboradores vai muito além de práticas de aniversário ou cartinhas deixadas à mesa, é muito mais que pequenas bonificações. O cuidado se faz na liberdade deste de se expressar, de ser criativo e também de se frustrar, e neste caso, ter com quem contar – seja gestores ou colegas – para se animar. 


Participe das campanha de prevenção ao suicídio e cuide da saúde mental do seu colaborador. Cuide da sua equipe.


Por: Andressa Alves

Customer Success na RHgestor