RH: de fonte de custo para centro de lucro

Quem nunca ouviu as frases: “O RH é um setor que só dá despesas” ou “o RH é um mal necessário” que atire a primeira pedra.


Essas são algumas afirmações que por muitos anos ecoaram nos corredores das organizações e a mentalidade de empreendedores. Elas ilustram bem a visão de que este era considerado um departamento operacional que apenas gerava custos e poucos resultados financeiros.


O que mudou


Atualmente, essas ideias beiram a obsolescência. A revolução que a área de gestão de pessoas vem passando é enorme.


O problema, é que ainda encontramos muita “resistência” no mercado. Mas, o que impede empresas e gestores de tornarem-se realmente estratégicos e entregarem resultados efetivos e comprováveis?


Para o CEO da RHGestor, tem a ver com a formação e história do setor. Assista ao video clicado aqui.


Como vimos, essa resistência é natural, fruto da formação e história do próprio Recursos Humanos.


A consequência disso é que, na evolução do mercado, muitos profissionais se sentem ameaçados com as novas práticas, pois não se sentem preparados o suficiente para enfrentar tais desafios. E, mesmo o RH, o “senhor das boas práticas”, não foge a esta realidade.


Tendências reais

 

De acordo com o Relatório HR Insights da Liga Ventures, quando abordamos o macroprocesso de Aquisição de Talentos, verificamos a tendência de ATSs cada vez mais proativas na entrega de inteligência para os seus usuários.


A preocupação com a percepção e atratividade das empresas para com os futuros talentos, a mudança do centro do processo de seleção, colocando o candidato como o principal interessado e o uso de tecnologias que ajudam a interpretar e operacionalizar melhor todo o processo de recrutamento, são alguns dos caminhos apontados.


Já na frente de Desenvolvimento Organizacional, fica claro que o engajamento está diretamente ligado, além de ser um impulsionador, a performance e resultados entregues pelas pessoas.


Soluções que transitam em ajudar a tangibilizar ações de qualidade de vida, saúde e bem-estar são cada vez mais atrativas.

Gamificação, treinamentos, micro-learning e micro-momentos também são ferramentas que ajudam os colaboradores em processos mais intuitivos, engajantes e assertivos de onboarding, operação e de aprendizado contínuo.


Aliás, nunca se deu tanta importância para o onboarding nas empresas como nos dias atuais. E o seu, está bem estruturado? É uma boa reflexão.


Em Performance e Monitoramento, podemos captar o quanto se faz eficiente ter um acompanhamento claro de metas, objetivos e resultados.


KPIs e OKRs exemplificam bem o fim desse processo, porém toda a parte de entendimento, alinhamento, reconhecimento e medição é tão importante quanto para que essas métricas sejam atingidas.


Soluções que facilitam essas discussões, trocas, feedbacks, revisões, tracking e que trazem inteligência para os gestores e para os próprios colaboradores acabam por ajudar as empresas a experimentarem melhores e maiores resultados.


Por fim, a área de Operações apresenta uma correlação direta com a produtividade.


Processos tradicionais e custos fazem com que Operações seja o primeiro ambiente de testes com startups nas empresas. Afinal, o risco em que se perca dinheiro e tempo ao contratar soluções que melhores os processos operacionais são praticamente nulos. Por menor que seja o resultado, ainda será melhor do que realizar muitas atividades “no braço”.


Tecnologias e aplicações que auxiliam na gestão, guarda, digitalização e autenticação de documentos, controle de ponto, reembolso e folha de pagamentos conseguem ajudar o RH a ter mais tempo e energia concentrada em coisas que mais importam, como cultura, talentos e desenvolvimento.


Por onde começar?

 

Pela transformação digital.


Muitos softwares de apoio estão tirando o RH do exílio da elite corporativa, pois automatizaram ao máximo as tarefas burocráticas, permitindo cada vez mais que o setor deixe de ser “braçal” para atuar como “cérebro” nas atividades estratégicas e para inovar na gestão de pessoas.


Assim, o RH deixa de vez o estigma de fonte de custo para se transformar em centro rentável, capaz de contribuir – absurdamente – para o aumento da receita, maximização da produtividade e redução de custos ou desperdícios da empresa.


Uma pesquisa realizada pela Top Employers Institute, líder global em certificação da excelência em gestão de pessoas e divulgada na Harvard Business, estabelece relação concreta entre uma gestão eficiente e empresas bem-sucedidas. 


O estudo analisou os resultados econômicos de 53 empresas entre 2011 e 2016 e chegou a seguinte conclusão: as organizações que contam com boas práticas de RH têm, em média, desempenho 51% superior ao mercado.


Sem a transformação digital, é difícil se manter na vanguarda do mercado e pensar “fora da caixa”. Os softwares estão aí para aposentar as planilhas, o retrabalho, além de dar agilidade e trazer mais eficiência aos processos internos.


É focar os esforços no que interessa:


  1. Aumentar a satisfação que afeta diretamente a motivação, o engajamento e o desempenho dos colaboradores, que por vez refletirá na produtividade, na rentabilidade da empresa;
  2. Redução do turnover, absenteísmo e melhoria da atração e retenção de talentos.


Mas, por que os impactos são tão positivos?


Porque você conseguirá mensurar com eficiência e eficácia todos os seus passos.


Sim, sabemos que é exatamente isso que, muitas vezes, motiva gestores e gestoras de RH a procrastinarem seus projetos de modernização do setor. Afinal, seus mecanismos de defesa alertam: “e se descobrirem que eu não sou tão bom e necessário assim?”.


Apesar de comum o pensamento, afirmamos com toda certeza que não deve ser essa a preocupação primitiva do profissional.


Com os indicadores à mão, em tempo real e integrados, é possível ter um panorama geral da área e tomar decisões orientadas por dados, agindo com mais eficiência e eficácia, inclusive na identificação de problemas.


Agindo assim, o profissional de RH será colocado em outro patamar dentro da empresa: o nível estratégico. Aquele que se senta ao lado dos empreendedores para tomada de decisão e que são imprescindíveis para o negócio.


Antigamente, com as planilhas de Excel, suas macros e fórmulas, seus diversos formulários e pastas do word, podíamos até entender a dificuldade em serem estratégicos.


Porém, hoje em dia, em que praticamente com poucos cliques os profissionais já tem exatamente a informação que precisam sem se preocupar com fórmulas e tudo mais, pois, os softwares já fazem todos os cálculos e tendências, é simplesmente inconcebível que empreendedores e gestores de RH ainda atuem como faziam no século passado.


E vale lembrar que quanto mais rápido for identificado o gargalo ou uma eventual falha, mais rápido poderá ser corrigido e menos custos serão gerados. 


Conclusão


Toda mudança de mentalidade gerada receios. Toda mudança na forma de trabalhar tem um custo, que nem sempre é o financeiro. Na verdade, quase sempre não é.


A implantação de projetos inovadores e tecnologias que ajudem o RH a ser mais estratégico trazem um efeito praticamente imediato e que compensa o investimento pelo valor que adiciona tanto à empresa, quanto à vida do profissional.


Informe-se. Evite modismos. Pesquise e compare.


Para saber exatamente qual solução que realmente vai elevar o panorama do seu RH para um nível estratégico exigirá esforço. Mas, uma certeza podemos lhe dar: o resultado final será tão impactante e evidente que não terá como compensar a trajetória.